Ouro Azul: A Engenharia por Trás dos Poços Artesianos e o Protagonismo de Cianorte no Cenário Nacional

A segurança hídrica deixou de ser um tema restrito a especialistas para se tornar uma prioridade estratégica no dia a dia dos paranaenses.

Ouro Azul: A Engenharia por Trás dos Poços Artesianos e o Protagonismo de Cianorte no Cenário Nacional

Ouro Azul: A Engenharia por Trás dos Poços Artesianos e o Protagonismo de Cianorte no Cenário Nacional

A segurança hídrica deixou de ser um tema restrito a especialistas para se tornar uma prioridade estratégica no dia a dia dos paranaenses. No Paraná, estado que abriga porções generosas dos aquíferos Guarani e Serra Geral, a perfuração de poços artesianos é a principal alternativa para enfrentar as crises hídricas que, entre 2020 e 2022, castigaram o agronegócio e o abastecimento urbano.

Contudo, a busca pela "água própria" exige mais do que uma perfuração profunda; demanda conformidade legal e componentes de alta engenharia. Em Cianorte, uma indústria local liderada pelo empresário Erivelton Canova consolidou-se como peça-chave nesse tabuleiro, atendendo hoje 70% do território brasileiro com soluções que garantem a integridade física e sanitária dessas fontes.

O Contexto Legal e a Proteção do Aquífero

Perfurar um poço sem critérios técnicos é um crime ambiental. No Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) regula o setor através de resoluções como a SEDEST nº 025/2020. Antes de iniciar a obra, é necessária a Anuência Prévia; após a perfuração e o teste de vazão, o proprietário deve obter a Outorga de Direito de Uso ou o Cadastro de Uso Insignificante.

Essa burocracia existe para evitar o rebaixamento do lençol freático e a contaminação química ou bacteriológica. Dados apontam que milhares de poços operam na clandestinidade no Brasil, colocando em risco a saúde pública, já que um poço mal selado pode se tornar uma via direta para agrotóxicos e coliformes atingirem reservatórios subterrâneos milenares.

A Autoridade de Quem Protege o Setor: Entrevista com Erivelton Canova

Com experiência consolidada desde 2019, o empresário Erivelton Canova transformou sua indústria em Cianorte em um polo tecnológico para o setor. Para ele, a pandemia de 2020 foi um divisor de águas na percepção social. "A mudança veio para melhor. Hoje, tanto o agricultor quanto a indústria e as donas de casa entendem que sem água não conseguimos viver com qualidade", destaca.

A autoridade de sua indústria reside na compreensão de que o sucesso de um poço artesiano depende do que acontece na superfície. Canova alerta para um risco muitas vezes ignorado: a carga mecânica sobre a boca do poço.

"O risco de escolher uma tampa de má qualidade é extremo. Ela precisa suportar todo o peso do conjunto motobomba e das tubulações, que varia entre 800 kg e 2.000 kg em poços pequenos. O rompimento dessa peça significa a perda total do investimento e do equipamento, gerando um custo altíssimo de recuperação ou a necessidade de uma nova perfuração", explica Canova.

Inovação, Logística e Sustentabilidade

A indústria cianortense diferencia-se pelo rigor. Suas tampas passam por testes de compressão e carga para garantir que o perfurador — visto como um parceiro estratégico — possa entregar um projeto seguro. Canova enfatiza que a tecnologia atual permite o uso de materiais que não degradam o ambiente, reforçando o papel fundamental da indústria na sustentabilidade hídrica.

Sobre os desafios logísticos de operar em Cianorte, o empresário revela uma gestão resiliente: "Embora a oferta de transportadoras na cidade ainda deixe a desejar, nós priorizamos estados mais distantes para garantir o prazo e utilizamos entrega própria e parceiros locais para a região próxima. Atender com rapidez é nossa essência."

O Erro do "Preço por Metro"

Ao final, Erivelton deixa uma lição valiosa para quem planeja investir: o critério de escolha não deve ser o menor preço. Poços são orçados por metro perfurado, o que leva muitos a optarem por projetos rasos para economizar. "Em uma crise hídrica, esse poço pode secar. Nem sempre o mais barato é o melhor. O investimento correto passa por uma equipe capacitada, equipamentos de qualidade e uma perfuração que alcance lençóis estáveis", conclui.

Ficha Técnica de Utilidade:

  • Capacidade: Tampas certificadas para suportar até 2 toneladas de carga.

  • Presença: Tecnologia de Cianorte em 70% dos estados brasileiros.

  • Segurança: Selagem hermética contra contaminação externa (enxurradas e pragas).

Fonte: releasesimprensa.com.br

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Erivelton Canova

Indútria ALBR Metais
@albrmetais